LogoJoão Pessoa Notícias

Trem do Choro realiza edição especial em homenagem a Nilze Carvalho

Evento no Rio transforma trem em palco de choro e destaca instrumentista da Baixada Fluminense

21/04/2026 às 19:24
Por: Redação

No próximo feriado de São Jorge, no dia 23 de abril, o estado do Rio de Janeiro será palco da 13ª edição do Trem do Choro, evento idealizado para celebrar o Dia Nacional do Choro. Esta edição presta tributo ao nascimento de Alfredo da Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha, e ocorre em parceria com a SuperVia.

 

O Trem do Choro é reconhecido por transformar o tradicional percurso ferroviário pelos bairros suburbanos cariocas em uma experiência musical distinta. Desde 2012, quando Luiz Carlos Nunuka e outros músicos fundaram a roda de choro no bairro de Olaria, zona norte da cidade, com a criação da Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos, o evento tem se fortalecido anualmente.

 

No ano subsequente à fundação do grupo, a SuperVia tornou-se colaboradora do projeto, cedendo um trem para que, sempre na data que celebra o choro, conjuntos musicais ocupem os oito vagões do transporte. Cada vagão leva o nome de um expoente do gênero, com o primeiro deles dedicado a Pixinguinha. A participação do público é condicionada apenas ao pagamento da tarifa padrão do transporte.

 

“E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”, disse à Agência Brasil Itamar Marques, do Coletivo Trem do Choro, organizador do evento.


 

Nilze Carvalho é destacada como símbolo da força feminina

 

Em 2026, a homenageada principal é Albenise de Carvalho Ricardo, a Nilze Carvalho, cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista, que nasceu em 1969, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Nilze formou-se em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e consolidou uma ligação profunda com a música popular brasileira, em especial o choro instrumental e o samba carioca.

 

A escolha do nome de Nilze Carvalho representa, segundo Itamar Marques, o reconhecimento das mulheres brasileiras que vêm sofrendo diversas formas de agressão e violência.

 

“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.


 

Durante esta edição, será formalizada também a criação do Coletivo Trem do Choro, composto por diferentes instituições culturais da região da Leopoldina. A proposta, conforme Itamar Marques, é reunir múltiplas especialidades para garantir a preservação da trajetória do Trem do Choro e a continuidade de sua relevância cultural. O choro, ressaltou, expandiu-se globalmente e o número de admiradores cresce a cada ano. Marques estima que entre seis mil e sete mil pessoas participam do evento anualmente.

 

Atividades e programação do evento musical

 

As atividades do Trem do Choro começam às 10 horas, na Estação Central do Brasil, na Plataforma 12. O trem parte às 11h18 em direção à Estação Olaria, que recebe o nome simbólico de Estação do Choro Zé da Velha. Durante todo o trajeto, diferentes grupos de choro se apresentam em cada um dos vagões, promovendo a tradição da música instrumental brasileira.

 

Ao chegar em Olaria, músicos e participantes seguem em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha. Esta localidade é considerada emblemática, já que ali viveu o homenageado do dia. No final do percurso, na Praça Ramos Figueira, também chamada de Reduto Pixinguinha, ocorrem uma roda de choro e uma feira cultural organizada pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano. Nesta praça, será realizada ainda uma ação social em parceria com o Lions Club.

 

© Copyright 2025 - João Pessoa Notícias - Todos os direitos reservados