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BRB cria fundo para transferir ativos adquiridos do Banco Master

Banco de Brasília anuncia parceria com a Quadra Capital para criar fundo de até R$ 15 bi.

21/04/2026 às 19:24
Por: Redação

O Banco de Brasília (BRB), instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal, anunciou a constituição de um fundo destinado à transferência dos ativos que adquiriu do Banco Master.

 

O comunicado foi emitido pelo BRB para acionistas, clientes e participantes do mercado financeiro na segunda-feira, dia 20, após o Conselho de Administração da empresa aprovar a operação.

 

O objetivo desta iniciativa é a venda de ativos que foram obtidos do Banco Master, após a liquidação desta instituição, anteriormente sob o controle de Daniel Vorcaro, atualmente detido por envolvimento em fraudes e crimes financeiros.

 

Fundo estruturado em parceria com gestora de investimentos

 

Para viabilizar a estruturação do fundo de investimentos, o BRB formalizou um memorando de entendimento com a Quadra Capital, empresa gestora de fundos, referência em ativos de baixa liquidez e atuação destacada nos setores de infraestrutura e logística. A Quadra Capital já investiu, nos anos recentes, na aquisição de concessões portuárias nos estados do Espírito Santo e do Paraná. O valor de referência da transação está estimado em quinze bilhões de reais.

 

Conforme detalhado pelo BRB, a operação prevê uma parcela financeira imediata, cujo valor ficará entre três bilhões e quatro bilhões de reais. O valor remanescente, calculado entre onze bilhões e doze bilhões de reais, será transferido por meio de cotas subordinadas do novo fundo de investimento, estruturado especificamente para a administração e monetização dos ativos transferidos.

 

A efetivação do negócio está condicionada ao cumprimento dos requisitos estabelecidos no memorando de entendimento firmado entre as partes.

 

Consequências de investigações e gestão de portfólio

 

Na semana anterior ao anúncio, a Polícia Federal efetuou a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. Ele é investigado por supostamente descumprir práticas de governança e facilitar operações financeiras sem respaldo entre o banco público e o Banco Master. Além disso, há suspeita de que Paulo Henrique Costa tenha recebido propinas, cujo valor é estimado em cento e quarenta e seis milhões e quinhentos mil reais, repassadas por Daniel Vorcaro para facilitar a aquisição do Banco Master pelo BRB, operação que foi proibida pelo Banco Central.

 

Ao estruturar o novo fundo, a expectativa do BRB é aprimorar sua capacidade de capitalização e liquidez, bem como otimizar a administração de seu portfólio de ativos. A instituição considera essa operação uma etapa importante no processo de ajuste da companhia, prevendo impactos positivos sobre a liquidez, a administração dos ativos e a racionalização do patrimônio.

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