Durante viagem oficial à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, 21, que seja concedido rapidamente o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de incentivo ao encerramento das guerras pelo mundo.
Em declaração à imprensa realizada em Portugal, Lula afirmou que acompanha diariamente pronunciamentos de Trump sobre o fim de conflitos internacionais e destacou o contraste entre essas declarações e a ausência de reconhecimento formal.
“A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, disse Lula no encontro com jornalistas.
Ao reforçar sua posição, o presidente brasileiro comentou que, ao premiar Trump, se abriria caminho para um cenário de paz mundial.
“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou Lula.
Em seu pronunciamento, Lula enfatizou que o planeta atravessa o maior número de conflitos armados desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e lamentou a ineficácia das instituições globais na promoção da paz.
“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, acrescentou Lula.
O presidente recordou que, em agendas internacionais recentes, abordou a necessidade de mudanças estruturais no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo ele, tais reformas devem ser feitas no estatuto da organização para que esta cumpra efetivamente o propósito de existência estabelecido em 1945.
“Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”
Lula também ressaltou que atualmente não existe nenhuma entidade capaz de promover a conciliação e o fim dos conflitos armados registrados em diferentes regiões.
A visita de Lula à Europa incluiu passagens pela Espanha e Alemanha antes da chegada a Portugal. Após cumprir os compromissos oficiais, o presidente retornará a Brasília.