A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, marcada para o dia 7 de julho na Avenida Paulista, capital paulista, promoverá um debate político intenso em 2026, ano de eleições presidenciais. A organização do evento escolheu o tema “A rua convoca, a urna confirma” para a edição, com o objetivo de reforçar a importância do voto e da participação cívica.
Segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), que organiza a manifestação, o exercício do voto é um meio crucial para estabelecer políticas públicas e assegurar os direitos da comunidade.
A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir.
A declaração foi feita por Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP.
Considerada uma das maiores celebrações da diversidade no mundo, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo celebra em 2026 seus 30 anos de existência. Sua primeira edição aconteceu em 1996, na Praça Roosevelt, e no ano seguinte, em 1997, a manifestação já ocupava a Avenida Paulista, local que se tornou seu palco tradicional.
Ao longo das últimas três décadas, a Parada tem sido uma plataforma essencial para discutir pautas fundamentais. Entre os temas já abordados estão o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. Na edição anterior, em 2025, a discussão central girou em torno do envelhecimento da população LGBT+.
A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável.
Nelson Matias Pereira, presidente da associação, enfatizou a resiliência da APOLGBT-SP por meio de uma nota oficial, destacando a importância da permanência do evento no local tradicional e a inegociabilidade de sua luta.