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Dólar termina abaixo de 5 reais e Ibovespa recua após semana volátil

Bolsa de valores fecha a semana em queda; petróleo registra forte volatilidade diante de tensões no Oriente Médio e negociações entre EUA e Irã.

25/04/2026 às 11:35
Por: Redação

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira com cotação de venda em 4,998 reais, registrando retração de 0,1% em relação ao fechamento anterior. O resultado foi influenciado pela diminuição do apetite global por proteção, à medida que o ambiente internacional apresentou sinais de melhora, especialmente diante da perspectiva de renovação das tratativas entre Estados Unidos e Irã.

 

Mesmo apresentando queda no último pregão da semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,32% no período semanal. No acumulado do ano, no entanto, o dólar registra desvalorização de 8,92%, refletindo o fortalecimento do real nos últimos meses, o que levou a moeda a atingir o menor patamar em mais de dois anos em determinados momentos deste período.

 

Nos dias recentes, o mercado cambial brasileiro passou por ajustes de caráter técnico, com investidores efetuando a realização de lucros após a sequência de quedas expressivas do dólar. Em determinado momento, o Banco Central anunciou uma operação de intervenção, ofertando de forma simultânea dólares à vista e contratos futuros — instrumento conhecido como "casadão" —, mas a autoridade monetária rejeitou as propostas recebidas, indicando que considerou desnecessária a atuação efetiva naquele instante.

 

Tendências do mercado de capitais e comportamento do Ibovespa

O índice Ibovespa, principal indicador do desempenho da bolsa brasileira, fechou o pregão desta sexta-feira com recuo de 0,33%, situando-se em 190.745 pontos. Este valor representa o menor nível registrado desde 14 de abril. Durante a sessão, o índice chegou a oscilar abaixo dos 190 mil pontos, movimento atribuído à realização de lucros por parte dos investidores após o registro de máximas históricas recentes. Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumulou a terceira baixa consecutiva, tendo avançado apenas em uma das últimas sete sessões.

 

No saldo da semana, o Ibovespa acumulou queda de 2,55%. Apesar desse desempenho negativo recente, o índice ainda mantém variação positiva de 1,75% em maio e alta acumulada de 18,38% no ano.

 

Entre os fatores que contribuíram para a pressão sobre o índice figuram principalmente o desempenho de ativos relacionados ao setor de petróleo, além de um cenário externo misto. As bolsas norte-americanas fecharam em sentidos opostos: os índices de tecnologia apresentaram elevação, enquanto os dos setores considerados mais tradicionais registraram retração ao longo do dia.

 

Movimentação dos preços internacionais do petróleo

O mercado internacional de petróleo apresentou alta volatilidade nesta sexta-feira. O cenário refletiu tanto o agravamento das tensões geopolíticas quanto o surgimento de indícios de possível distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã.

 

O contrato futuro do barril de Brent, referência internacional utilizada também pela Petrobras para formação de preços, com vencimento em junho, encerrou o dia sendo negociado a 99,13 dólares, com queda de 0,22%. Já o barril do West Texas Intermediate (WTI), padrão do mercado norte-americano, fechou cotado em 94,40 dólares, registrando depreciação de 1,5% na sessão.

 

No entanto, apesar das oscilações registradas ao longo do dia, ambos os contratos fecharam a semana com valorização significativa: o Brent acumulou alta de 16% e o WTI avanço próximo de 13% no período semanal.

 

Estas movimentações expressivas nos preços globais do petróleo refletem preocupações com a oferta internacional da commodity, especialmente devido ao contexto de conflito no Oriente Médio. A situação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais relevantes para o transporte marítimo de petróleo, permanece tensa, com redução do fluxo de embarcações e episódios de apreensão de navios registrados recentemente.

 

Informações adicionais foram fornecidas pela Reuters.

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