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Lula critica escalada de tensões no Oriente Médio e defende diálogo

Presidente destaca que acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã poderia ter evitado conflito e critica impactos econômicos sobre a população

21/04/2026 às 16:42
Por: Redação

Durante visita à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a possibilidade de intensificação dos conflitos no Oriente Médio, relacionando o cenário atual à demora nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para uma nova rodada de conversas. Lula descreveu o conflito na região como resultado de uma "guerra da insensatez".

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Lula retomou a discussão sobre o acordo envolvendo o uso do urânio pelo Irã, citando que as exigências dos Estados Unidos em relação ao país persa já haviam sido objeto de um entendimento firmado anteriormente entre Brasil, Turquia e Irã em 2010. Segundo o presidente, tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia rejeitaram esse acordo à época.

 

Ele afirmou que atualmente as consequências da falta de um consenso recaem sobre a população, mencionando especificamente os impactos econômicos, como o aumento dos preços de alimentos e combustíveis.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema.”


 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


 

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