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Defensoria Pública alerta para golpes de falsos defensores federais

Criminosos usam nome e imagem de defensores federais para exigir pagamentos indevidos de cidadãos com processos judiciais.

27/04/2026 às 21:35
Por: Redação

Criminosos estão se passando por defensores públicos federais para cometer fraudes contra pessoas que têm ou já tiveram processos na Justiça envolvendo a Defensoria Pública da União. Essas ações criminosas utilizam o aplicativo WhatsApp como principal meio de abordagem.

 

Os golpistas utilizam tanto o nome quanto a imagem de defensores federais ao enviar mensagens para as vítimas. O objetivo dessas comunicações é convencer os destinatários a realizar pagamentos sob o argumento falso de que isso seria necessário para liberar valores referentes ao processo judicial.

 

Entre as estratégias adotadas pelos criminosos estão alegações de que há necessidade de quitar tributos ou dívidas para que a quantia prevista no processo seja liberada. Outras justificativas apresentadas incluem supostos custos de cartório e cobrança de honorários advocatícios.

 

“A abordagem por contatos telefônicos ou mensagens costuma explorar a expectativa por boas notícias, mas inclui pedidos indevidos, como envio de dados bancários ou pagamento de taxas. A DPU reforça que os seus serviços são totalmente gratuitos. As pessoas assistidas pela instituição são isentas do pagamento de qualquer valor em todas as fases do processo”, explica a Defensoria.


 

O caso mais recente registrado ocorreu em Aracaju. Também foram identificados episódios de fraude nos últimos meses em Brasília. Durante o ano de 2025, as regiões Sul e Sudeste concentraram o maior número de tentativas de golpe envolvendo o nome de defensores públicos federais.

 

Recomendações para evitar fraudes

 

Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, a Defensoria Pública da União orienta que toda pessoa que receba algum tipo de comunicação supostamente enviada pelo órgão deve buscar confirmação dos dados por meio dos canais oficiais já conhecidos ou dirigir-se presencialmente a uma unidade da instituição para verificar a autenticidade das informações.

 

A orientação é não realizar pagamentos via boleto bancário, transferências por PIX, depósitos ou cartão de crédito como condição para recebimento de precatórios. A liberação de valores judiciais é feita exclusivamente em bancos credenciados, com alvará judicial, presencialmente pelo próprio beneficiário ou por advogado que tenha procuração específica para representá-lo.

 

A instituição também recomenda atenção a qualquer mensagem suspeita e à verificação detalhada de documentos, observando possíveis sinais de falsificação, como logotipos incorretos, formatação estranha ou erros de português.

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