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Cuba reivindica suspensão do embargo em reunião com autoridades dos EUA

Prioridade cubana foi o pedido para fim do embargo energético durante reunião recente na capital da ilha.

21/04/2026 às 13:30
Por: Redação

O governo de Cuba confirmou, por meio de declarações de Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores para os Estados Unidos, que representações diplomáticas dos dois países reuniram-se recentemente em Havana, capital cubana. A confirmação foi realizada nesta segunda-feira, dia 20, e detalha que o encontro envolveu discussões de temas bilaterais relevantes para ambas as nações.

 

A delegação cubana estabeleceu como principal prioridade a solicitação para que a Casa Branca suspenda o embargo energético imposto ao país. Durante a reunião, segundo García del Toro, os diplomatas cubanos enfatizaram que a retirada dessas restrições é fundamental para a população da ilha.

 

Do lado dos Estados Unidos, participaram do encontro secretários-adjuntos do Departamento de Estado. Em contrapartida, Cuba foi representada por autoridades no nível de vice-ministro das Relações Exteriores. García del Toro descreveu a conversa entre as delegações como respeitosa e profissional, destacando que nenhum prazo foi estipulado e que nenhuma declaração de caráter coercitivo foi feita, diferentemente do que teria sido divulgado por meios de comunicação norte-americanos.

 

O representante do governo cubano destacou ainda que, devido à sensibilidade dos temas em pauta, as discussões são conduzidas de forma discreta e reservada, sem divulgação prévia ou detalhamentos à imprensa.

 

Entre os tópicos abordados, a exigência cubana para o fim do embargo energético permaneceu como questão central. O diplomata reforçou que tal medida representa, segundo ele, uma forma de punição injustificada à sociedade cubana e que constitui também um mecanismo de pressão global sobre países soberanos que pretendem exportar combustíveis para Cuba, em conformidade com princípios do livre comércio.

 

“Eliminar o bloqueio energético contra o país era uma prioridade máxima para nossa delegação. Esse ato de coerção econômica é uma punição injustificada para toda a população cubana. É também uma forma de chantagem em escala global contra Estados soberanos, que têm todo o direito de exportar combustível para Cuba, de acordo com os princípios do livre comércio”, enfatizou.

 

Reforço das sanções e consequências

 

Desde 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o bloqueio econômico de longa duração contra Cuba, por meio de uma ordem executiva que estabeleceu o estado de emergência nacional. A justificativa apresentada foi de que Cuba representa uma ameaça incomum e extraordinária à segurança dos Estados Unidos.

 

Tal medida permitiu que o governo norte-americano ampliasse a possibilidade de impor sanções a países que tentem fornecer petróleo à ilha, seja de forma direta ou indireta. Como resultado, o abastecimento de combustíveis passou a enfrentar restrições significativas, impactando o cotidiano da população cubana.

 

Apesar das dificuldades impostas, o governo cubano reafirmou sua disposição em manter o diálogo com as autoridades dos Estados Unidos, desde que as conversas ocorram sob princípios de respeito mútuo e sem intervenções externas, mantendo uma postura bilateral aberta à comunicação.

 

Posição oficial cubana sobre negociações

 

O presidente Miguel Díaz-Canel, ao conceder entrevista recente à publicação americana Newsweek, afirmou que o diálogo com os Estados Unidos é possível para alcançar acordos em diversas áreas, incluindo ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes.

 

Ele destacou: “O diálogo deve sempre ocorrer em termos de igualdade e com pleno respeito à soberania, ao sistema político, à autodeterminação e ao direito internacional.”

 

Posteriormente, em participação no programa Meet the Press da NBC News, Díaz-Canel reforçou que as negociações entre os governos podem acontecer, porém, segundo suas palavras:

 

“Podemos negociar, mas à mesa, sem pressão ou tentativas de intervenção dos EUA.”

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