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Saúde distribui 2,2 milhões de doses da vacina contra covid-19 em todo o país

Remessa eleva para 6,3 milhões o total de doses distribuídas nos primeiros meses de 2026

17/04/2026 às 03:03
Por: Redação

O Ministério da Saúde anunciou o envio de 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para os estados brasileiros e o Distrito Federal. A distribuição dos imunizantes foi realizada nesta quinta-feira, dia 16, com o objetivo de garantir abastecimento suficiente para suprir as necessidades de cada região.

 

Com essa nova remessa, o total de vacinas contra a covid-19 encaminhadas aos estados nos primeiros meses de 2026 chegou a 6,3 milhões de doses, de acordo com informações da pasta. O Ministério da Saúde reiterou que o abastecimento está assegurado em todas as unidades da federação, não havendo risco de desabastecimento local.

 

Imunização atualizada e grupos prioritários

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas atualizadas contra as variantes em circulação do coronavírus. Essas doses são recomendadas prioritariamente para pessoas enquadradas nos grupos considerados mais suscetíveis a complicações da doença.

 

Cabe ao Ministério da Saúde manter o estoque nacional de imunizantes. Porém, a responsabilidade pela distribuição das vacinas às unidades de saúde, bem como a organização da logística de entrega e armazenamento, é dos estados e municípios. Também compete a esses entes federativos o controle dos estoques locais, a verificação dos prazos de validade e a aplicação das doses à população.

 

Dados sobre a vacinação em 2026

Entre os meses de janeiro e março de 2026, o envio de doses aos estados alcançou o total de 4,1 milhões, sendo que 2 milhões dessas doses foram efetivamente aplicadas. Conforme informado pela pasta, o novo lote de 2,2 milhões de vacinas enviado nesta semana integra o esforço contínuo de distribuição regular dos imunizantes, reforçando os estoques regionais destinados tanto a crianças quanto a adultos. O objetivo é ampliar cada vez mais a cobertura vacinal em todo o território nacional.

 

Esquema vacinal e orientações específicas

O calendário de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue recomendações técnicas que levam em conta a faixa etária e as condições clínicas de cada pessoa. O foco está na proteção dos grupos mais vulneráveis, conforme os critérios estabelecidos:

 

  • Para idosos a partir de 60 anos: esquema com duas doses, sendo necessário um intervalo de seis meses entre elas;
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, independentemente da idade ou do período gestacional, observado o intervalo mínimo de seis meses após a última aplicação;
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: esquema básico composto por duas ou três doses, conforme o imunizante utilizado;
  • Pessoas imunocomprometidas, com idade mínima de 6 meses: três doses no esquema básico e recomendação de doses periódicas subsequentes (uma a cada seis meses, respeitando intervalo mínimo de seis meses entre elas);
  • População geral de 5 a 59 anos: recomendada uma dose para indivíduos que ainda não tenham recebido imunização anterior contra a covid-19.

 

Outros grupos também são contemplados na estratégia de imunização: trabalhadores da saúde, indivíduos com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, populações indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

 

O Ministério da Saúde recomenda à população procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar o status do esquema vacinal e manter as vacinas em dia.

 

Cenário epidemiológico da covid-19

Até o dia 11 de abril de 2026, foram contabilizados 62.586 casos de síndrome gripal ocasionados por covid-19 no Brasil. O número de registros de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) chegou a 30.871, dos quais 4,7% (1.456 casos) tiveram diagnóstico confirmado para covid-19. Também foram registrados 188 óbitos por SRAG associados à infecção pelo coronavírus.

 

Segundo o Ministério da Saúde, diante desse quadro, a vacinação permanece sendo o principal recurso de proteção para a população. O órgão reforça que as vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras, eficazes e fundamentais para prevenir casos graves, internações hospitalares e mortes. Por esse motivo, é considerada essencial a atualização do esquema de vacinação, sobretudo para os grupos mais suscetíveis à doença.

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