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PF faz 13 prisões por fraude em negociações do Master e BRB

Operação Compliance Zero soma 96 mandados cumpridos em seis estados e bloqueio judicial de 27,7 bilhões de reais.

17/04/2026 às 01:58
Por: Redação

Treze investigados foram presos pela Polícia Federal durante as ações da Operação Compliance Zero, que teve início em novembro de 2025, com o objetivo de aprofundar apurações sobre supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, em especial fraudes ocorridas nas negociações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

 

Na mais recente etapa da operação, realizada nesta quinta-feira, dia 16, foram detidos de forma preventiva o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro. Monteiro é apontado como responsável pela parte jurídica e financeira do esquema fraudulento articulado por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que se encontra preso desde o começo de março.

 

Com a quarta fase da Compliance Zero, as prisões autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, somam-se a outras doze detenções executadas nas três etapas precedentes da operação. A contagem total de presos é inferior ao número de mandados, uma vez que Daniel Vorcaro foi preso duas vezes — a primeira em novembro de 2025, na abertura da ação policial, e a segunda no início de março, já na terceira fase.

 

Desde o início da operação, a Polícia Federal já cumpriu 96 mandados de busca e apreensão, abrangendo seis estados: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Por solicitação conjunta da PF e do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens dos suspeitos, com um limite estabelecido em 27,7 bilhões de reais. Além disso, foi ordenado o afastamento dos investigados de todas as funções públicas que ocupavam.

 

“Importante registrar que temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos”, afirmou William Murad, diretor-executivo da Polícia Federal, ao apresentar no começo da tarde o balanço das quatro primeiras fases da Compliance Zero.


 

A primeira etapa da operação ocorreu em 18 de novembro de 2025, após mais de um ano de investigações iniciadas a partir de demanda do Ministério Público Federal sobre negociações envolvendo títulos de crédito supostamente fraudulentos ou inexistentes do Master para o BRB. Nessa fase, além das prisões de Daniel Vorcaro e de outros dirigentes do Banco Master, a Justiça Federal determinou o afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro da instituição, Dario Oswaldo Garcia, ambos por um período de 60 dias.

 

“A partir desta fase, tivemos diversos desdobramentos”, explicou Murad, esclarecendo que a etapa desta quinta-feira foi motivada por indícios identificados ainda em novembro do ano anterior.


 

De acordo com o diretor-executivo da PF, o principal alvo da primeira fase eram as fraudes promovidas pelo Master. Já o foco da quarta etapa concentrou-se principalmente no BRB, buscando investigar, antes de detalhar as fraudes, atos de corrupção praticados por gestores do banco do Distrito Federal e o funcionamento do esquema de lavagem de dinheiro.

 

Durante a coletiva para apresentação dos dados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, afirmou que a Compliance Zero é “apenas uma das ações que se inscreverá no rol de iniciativas de combate ao crime organizado que o governo federal deve adotar com mais ênfase nos próximos dias”.


 

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