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Lula defende que fim da jornada 6x1 leve progresso aos mais pobres

Presidente discursou em Barcelona, na Espanha, e reiterou que os avanços tecnológicos e de produtividade devem beneficiar todos os trabalhadores, não apenas os ricos.

18/04/2026 às 17:50
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, neste sábado (18), a importância de encerrar a jornada de trabalho com escala de seis dias trabalhados por um de descanso, conhecida como 6x1. Durante sua participação no Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha, o chefe de Estado brasileiro argumentou que os benefícios do aumento da produtividade no ambiente de trabalho devem ser acessíveis também aos cidadãos de menor renda.

 

"No Brasil, nós estamos discutindo o fim da jornada 6x1. Porque me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale o rico. Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa", observou.

 

Dirigindo-se a uma plateia de líderes da América Latina e da Europa, o presidente Lula enfatizou a necessidade de assegurar o progresso social como um pilar fundamental para evitar que o regime democrático perca a confiança da sociedade.

 

"A democracia está perdendo credibilidade porque, muitas vezes, ela não deu resposta aos anseios da sociedade", ponderou.

 

O governo federal já encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que visa alterar a legislação trabalhista. A iniciativa propõe a redução do limite da jornada de trabalho de quarenta e quatro para quarenta horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso remunerado, sem qualquer diminuição nos salários. Assim, a atual escala de seis dias de trabalho para um de folga seria substituída por uma nova estrutura de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso. Embora a medida conte com um vasto apoio entre a população, ela tem encontrado oposição por parte de setores empresariais.

 

O Fórum Democracia Sempre, onde Lula fez suas declarações, foi estabelecido em dois mil e vinte e quatro e congrega representantes dos governos do Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. A edição de Barcelona do evento, sob a organização do presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, reuniu diversos chefes de Estado e líderes. Entre os presentes estavam os presidentes Yamandú Orsi, do Uruguai; Gustavo Petro, da Colômbia; Cyril Ramaphosa, da África do Sul; e Claudia Sheinbaum, do México, além do ex-presidente do Chile, Gabriel Boric. Durante sua participação no fórum, o líder brasileiro proferiu um discurso vigoroso, condenando os conflitos armados em andamento e defendendo a expansão do multilateralismo nas relações internacionais.

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